“O humor fino, a ironia implacável e o apreço obsessivo pelo detalhe são as linhas de força dessa literatura dotada de vigorosa originalidade e que escapa a qualquer enquadramento convencional”.
Marçal Aquino
“O humor fino, a ironia implacável e o apreço obsessivo pelo detalhe são as linhas de força dessa literatura dotada de vigorosa originalidade e que escapa a qualquer enquadramento convencional”.
Marçal Aquino
| Peso | ,2 kg |
|---|---|
| Dimensões | ,7 × 14 × 20 cm |
O novo romance se passa em três ambientes e momentos históricos diferentes: império persa do século 16, Brasil do século 17 e uma Argentina contemporânea e distópica
A Buenos Aires contemporânea de 2016. O Brasil indígena amazônico de 1694. O império persa de 1599, com todas as suas glórias e seus conflitos. Três ambientes muito diversos que, de alguma forma, se conectam em conquistas, dramas e experiências espirituais.
É neste cenário multifacetado e rico que se posiciona a sexta obra de ficção do escritor, professor e revisor curitibano Lucas Haas Cordeiro. “Lamentações: historiografia em terras estrangeiras” é mais um título da Kafka Edições.
“A visão de uma terra gélida e devastada, açoitada por chuvas ácidas e corrosivas que queimam a epiderme, abrem buracos nas roupas e inauguram feridas na nossa pretensa e cômoda autossuficiência, agora não é mais uma ficção e sim a preocupante realidade. Nesse cenário desconfortável de verdadeira aversão da Terra pelos seres humanos – como se o planeta um belo dia tivesse despertado já farto de nossa presença egoísta e insensata – as ferramentas humanas de autossobrevivência mais utilizadas são as de praxe e já esperadas: mesquinhez, violência, avareza e egoísmo.
É nesse tempo sujo e frio, nesse espaço áspero e hostil que transitam as personagens desse romance, em que o narrador empreende uma verdadeira jornada em busca de sua filha Giulia.”
Fernando Koproski
“O trabalho de Sandrini — não captável dentro de um escaninho — estraçalha as fronteiras e os tons aceitos como artísticos, dinamita o bom gosto burguês, jogando o leitor nas entranhas de uma linguagem apropriada para dar conta da histeria de nossas cidades; também usa as engrenagens do corpo humano como massa de modelagem de seu texto em analogias inusitadas que dão a esta ficção seu grau de originalidade a causar uma ânsia perplexa e pânico nos pobres mortais que somos. Enfiando pontapés na dicção realista, uma verdadeira praga em nossa literatura atual, o escritor revela que arte literária é antes de tudo texto e visão de mundo, tudo enfeixado pela ideologia que é a natureza da língua.”
Paulo Venturelli
