“O humor fino, a ironia implacável e o apreço obsessivo pelo detalhe são as linhas de força dessa literatura dotada de vigorosa originalidade e que escapa a qualquer enquadramento convencional”.
Marçal Aquino
“O humor fino, a ironia implacável e o apreço obsessivo pelo detalhe são as linhas de força dessa literatura dotada de vigorosa originalidade e que escapa a qualquer enquadramento convencional”.
Marçal Aquino
| Peso | ,2 kg |
|---|---|
| Dimensões | ,7 × 14 × 20 cm |
“Com que se pode jogar’ tem um enredo claro, sólido. É um romance cuja trama só se na última página. Nele a visão tem papel decisivo. São fortes a cor e o brilho das imagens subjetivas. Porém, dos cinco sentidos, destaca-se o bom ouvido para as muitas falas das diferentes geografias.
Luci Collin é uma das escritoras mais importantes de sua geração. Seus livros anteriores — principalmente Inescritos e Acasos pensados, meus prediletos — revelam uma poderosa alquimista.”
Valério Oliveira
“O trabalho de Sandrini — não captável dentro de um escaninho — estraçalha as fronteiras e os tons aceitos como artísticos, dinamita o bom gosto burguês, jogando o leitor nas entranhas de uma linguagem apropriada para dar conta da histeria de nossas cidades; também usa as engrenagens do corpo humano como massa de modelagem de seu texto em analogias inusitadas que dão a esta ficção seu grau de originalidade a causar uma ânsia perplexa e pânico nos pobres mortais que somos. Enfiando pontapés na dicção realista, uma verdadeira praga em nossa literatura atual, o escritor revela que arte literária é antes de tudo texto e visão de mundo, tudo enfeixado pela ideologia que é a natureza da língua.”
Paulo Venturelli
O novo romance se passa em três ambientes e momentos históricos diferentes: império persa do século 16, Brasil do século 17 e uma Argentina contemporânea e distópica
A Buenos Aires contemporânea de 2016. O Brasil indígena amazônico de 1694. O império persa de 1599, com todas as suas glórias e seus conflitos. Três ambientes muito diversos que, de alguma forma, se conectam em conquistas, dramas e experiências espirituais.
É neste cenário multifacetado e rico que se posiciona a sexta obra de ficção do escritor, professor e revisor curitibano Lucas Haas Cordeiro. “Lamentações: historiografia em terras estrangeiras” é mais um título da Kafka Edições.
Campo de Força
Não adianta tentar, avisaram. É impenetrável.
Mas você tentou assim mesmo.
E não foi diferente dos outros. Você tentou de tudo quanto foi jeito. Com calma, devagar, com toda a leveza do mundo. Mas a barreira não cedeu.
Depois com astúcia, inteligência, jogo de cintura, malandragem.
Nada.
Por fim, a raiva, a angústia, a frustração, um certo exagero até. Mas nem isso.
Um dia você desistiu. Contra fatos não há argumentos, e ali, diante de você, estava um fato. Sólido, rígido, fechado.
Ali, entre as pernas da moça. Porque ninguém penetra na Zona Proibida.
