Sérgio Lutav e seu livro Como invocar o Diabo e conjurar espíritos baixos reflete a ideia do não-lugar: o ser para não estar. Sua narrativa é um tratado sobre o deslocamento e o sentir-se deslocado, sobre o não pertencer. Lutav faz uma simbiose entre os olhares fantásticos de Kafka e de Cortázar, um amálgama que, à primeira vista, pode soar desconexo, mas que, em realidade – e lá se vão os conceitos de real! –, tem muito a dizer sobre o autor e também sobre o leitor. Como invocar o Diabo e conjurar espíritos baixos é uma metáfora poderosa sobre o estrangeiro – aquele que, como cantavam os Titãs, não é de lugar nenhum.
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Catia Toledo
