Irene ou da tensilidade

R$56,00

É um poema longo de amor que funciona por aglutinação de temas, magnetizados no fio de um eu-lírico amante e acumulador. Assim como um sentimento que se exprime, e depois um relacionamento que se faz e desfaz e refaz, o poema em Irene se faz e desfaz. E o que o amor aprende com a realidade (medo, flerte, confissão, intimidade, sexo, conflito, luto, família, morte e coragem) ao longo de seu tempo não deixa de ser amor de certo modo, com cacoetes e estigmas. O oposto de amor aqui não é ódio, senão o conjunto formado por ‘a morte’, aqui recolonizado pelo mote do livro, parecendo unir ‘amor’ a ‘te’. Ou seja, une o desejo e a tentativa de encontrar o outro. O abismo persiste, o medo persiste e, no entanto, recomeçamos. Irene é esta paz de reconhecer começos e fins, e a coragem de enfrentar tudo por isso.

Os óculos e outras réplicas

R$66,00

“A leitura dos contos deste livro remete o leitor a um universo afetuoso, de observação e revelação do outro. São relações estabelecidas por réplicas e também por diálogos literários que nos trazem a formação das autoras, leitoras ávidas e amantes da arte. A partir do título, o leitor começa o jogo de tentar achar “os pares”. Na verdade, não importa. Os textos são autossuficientes em suas tramas, falam da vida, seja pela voz dos objetos que observam o ser, seja por meio de cartas, ou pela voz das protagonistas mulheres, às vezes confusas pelo passar do tempo, unidas em malhas de crochê. Uma religiosidade tênue, à capela, revela a espiritualidade do dia a dia, embora a violência doméstica também esteja presente, pois o olhar aguçado das autoras não deixa nada de fora: o amor, de todas as formas, e seus contrastes fazem parte da vida. Expressões como “sair do armário” reforçam a ambiguidade das narrativas, trazendo para cena o amor outrora condenado, que se liberta na fábula O armário e nos leva ao Ninho, aconchegante narrativa do objeto que participa como expectador afetuoso do dia humano. São diversos os pontos de vista que, assim como a diversidade de textos, enriquecem a leitura. (…)”

Catia Toledo

Passo bacana: uma viagem pelo universo da cultura pop

R$83,00

“Reunidos, os artigos que compõem este livro formam um verdadeiro curso sobre a arte dos séculos 20 e 21. Os personagens — e suas obras aqui listadas — nos dão um belo panorama, que passa por música, cinema, televisão, artes, literatura e HQ.

Alguns nomes são populares. Outros nem tanto, mas uma coisa é certa: todos vão instigar os leitores para que busquem mais e mais a respeito, tornando o livro uma bússola que aponta para outras direções culturais.

Craque das letras, Flavio Jacobsen discorre sobre os temas com elegância, sutileza e linguagem simples, despertando a vontade de ler e reler cada artigo, ora aproximando nomes de afinidade, ora construindo pontes que ligam personagens e situações díspares.

Entre e ouça, leia, assista. Tenha certeza: você vai se divertir.”

Paulo Roberto Andel

Que farei quando a noite chegar?

R$50,00

“Ele quer saber: por onde está indo? Por que embarcou no trem? Um esforço de resposta torna mais exasperante sua inquietação. O desassossego do rasgo definitivo confirma as costelas contra o coração ou vice-versa. O coração cravejado de palha, de cabras em colinas do Nordeste, dos leitos secos de rios do Sul. Sou o lúmpen mais trivial de Eros, sou a seta quebrada de Eros e corrói-me a biologia do silêncio trançado em névoa e umidade, neste fim de tarde em que os índices fragmentados não suportam a luz dos postes. Se o mundo era amplo, agora tem a dimensão de areia entre um trilho e outro, onde ele se habita como alguém que não espera mais transição. O abismo cresceu como serpente a procurar a alimentação nos olhos do homem dentro do trem estacionado.”

Lamentações: historiografia em terras estrangeiras

R$65,00

O novo romance se passa em três ambientes e momentos históricos diferentes: império persa do século 16, Brasil do século 17 e uma Argentina contemporânea e distópica

A Buenos Aires contemporânea de 2016. O Brasil indígena amazônico de 1694. O império persa de 1599, com todas as suas glórias e seus conflitos. Três ambientes muito diversos que, de alguma forma, se conectam em conquistas, dramas e experiências espirituais.

É neste cenário multifacetado e rico que se posiciona a sexta obra de ficção do escritor, professor e revisor curitibano Lucas Haas Cordeiro. “Lamentações: historiografia em terras estrangeiras” é mais um título da Kafka Edições.

O Terno de Ball

R$60,00

II

O jarro

O jarro era de um tom ruivo maiasquerano passado por toda história, era feito de sustilene, um barro encontrado pela crença de mirota; mirota era chilena e decantara por Mosse sua ternura, a vida de Mosse era inquietante, preferir Isabella ou Aline Mirota? O jarro de calicute era ponderável, a lenda de Aoderiun e coliis vergana seriam sem….recomeços de Ball. Mosse era um antigo integrante de um partido socialista, dizem que ficou louco por de portabilidade de suas ideias é ninguém faz outras coisas na cara…..vinha do passado dele com contatos do grupo separatista ETA. encontrou Catherine Carola a quem predissera por portal sonante amplicar sustir as belezas de Elis Vandola uma portuguesa e Ieko Mon Ku da Koreia e Magaxi Ab Senu uma Árabe.

Passagem do Aqueronte

R$70,00

Bosques míticos, cidades em ruínas, calabouços infernais, praias de areias brancas, catedrais, cemitérios à beira mar, bunkers, sol da Galileia, jardins metafísicos… Nos contos reunidos em Passagem do Aqueronte, Severo Brudzinski apresenta paisagens mentais que convidam ao passeio por universos oníricos e a reflexão sobre o que é essencial e transitório na vida. Nesta disputa, entre sonho e realidade, vence o leitor.

Arquétipos de massa: labirintos

R$70,00

Campo de Força

Não adianta tentar, avisaram. É impenetrável.
Mas você tentou assim mesmo.
E não foi diferente dos outros. Você tentou de tudo quanto foi jeito. Com calma, devagar, com toda a leveza do mundo. Mas a barreira não cedeu.
Depois com astúcia, inteligência, jogo de cintura, malandragem.
Nada.
Por fim, a raiva, a angústia, a frustração, um certo exagero até. Mas nem isso.
Um dia você desistiu. Contra fatos não há argumentos, e ali, diante de você, estava um fato. Sólido, rígido, fechado.
Ali, entre as pernas da moça. Porque ninguém penetra na Zona Proibida.